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Professores ligados à sindicato ameaçam greve mesmo recebendo acima do piso em Frutal

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O Sindicato Único dos Trabalhadores da Educação (SINDIUTE) informou no fim de semana que passou que os professores da rede municipal de educação de Frutal devem paralisar, mais uma vez, as atividades a partir do dia 25 de julho. O motivo: querem mais um aumento salarial, mesmo o Município já cumprindo o piso nacional – no caso em Frutal – de 24 horas de trabalho semanais. Na realidade, a Prefeitura de Frutal paga, de acordo com informações divulgadas pela Secretaria de Educação, valor que supera o piso estipulado pelo Governo Federal pela proporcionalidade referente as horas trabalhadas.

Ou seja, o piso nacional é de R$3.845,34 para uma jornada de 40 horas semanais. Em Frutal, as horas trabalhadas são de 24 horas, sendo um salário de R$ 2.307,00. Mesmo assim, a Prefeitura de Frutal paga pelas mesmas 24 horas, o valor de R$ 2.536,00.

A represente do sindicato, professora Gercina , a definição para a paralisação aconteceu após “assembleia do sindicato”. Ela explicou que o Governo Federal concedeu 33% de reajuste e “o Município de Frutal nos deu 10,6%, que deu a todo funcionalismo de Frutal. A gente vem negociando essa percentagem”.

A sindicalista confirmou que a Prefeitura de Frutal realmente paga o piso proporcional aos professores da rede municipal. “A prefeitura realmente paga o piso proporcional. As nossas negociações com a prefeitura são sempre no sentido e dizer que isso é o mínimo do mínimo, e que pode-se pagar mais”.

O Portal de Frutal conversou nesse fim de semana com o secretário de Educação de Frutal, Marco Antônio Gaioso, que destacou que Frutal não só paga o piso, como paga a mais. “Nossos professores são valorizados sim. Nós reajustamos os salários dos nossos professores, e fomos além. Pagamos R$ 2.536,00 pelas 24 horas trabalhadas. Agora, infelizmente, nós não podemos pagar 40 horas para quem cumpre 24 horas”.

Ele lamentou a decisão do sindicato de tentar paralisar as atividades da rede municipal nesse momento tão delicado na vida das famílias. “Nós, como educadores, sentimos muito essa decisão do sindicato de querer parar as aulas. Quem está sendo penalizado são, primeiro, os alunos que tiveram um atraso gigante no aprendizado em virtude da pandemia. Esses alunos, e seus pais, serão muito penalizados por essa decisão se ela realmente sair do papel. Entendemos que é injusto com as famílias, porque a gente paga além daquilo que o piso nos obriga a pagar”.

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